Arranhando Palavras

Toca, deejay!

Posted by: brunacelia on: March 7, 2009

Sabe quando a vida passa mais rápido e você sente que não conseguirá se segurar? Sabe quando manter-se de pé é difícil e dolorido? A vida corre, urge, grita, chora, sangra. E eu estou aqui. Em pé, sentada, deitada… me segurando. Cambaleando… Sem café. A cabeça aguenta e dá sinais de que hoje não vai doer. Tenho que gritar, chorar, sambar. Isso, quero dançar. Qualquer coisa: samba, rock, reggae, house. O que o deejay quiser. Toca, DJ!

Eu fico aqui, sonhando com a “revolution” dos Beatles. Já ouviu a música? “You say you wanna a revolution… yeah, you know… we all wanna change the world”. Essa música me balança, me faz ver que a tão sonhada revolution é algo complicado. Pera aí, nada pode ser tão revolucionário assim. Não dá. Não acredito! ALL RIGHT!

Mas é assim, no som toca Beatles e na minha cabeça chega o som da mudança. Mudança de casa, de rota, de fuga. Caminhos diferentes, pessoas distintas… E eu quero ver Across the universe de novo! All we need is love! LOVE!

Hoje eu tenho que dançar… nem que seja só mentalmente. Quero ouvir o som alto. Quero a rede, a sombra e a piscina. Quero gente ao meu redor. Ninguém falando comigo. Que eles falem entre si e eu apenas seja uma observadora que os assiste de longe. Gosto de ouvir suas histórias. Penso que tudo dá um conto. Um livro.

Eu quero um livro. (escrever, dançar, pintar).

Eu quero um rack.

Eu preciso de café…

“E tome tento, fique esperto… hoje não tem par… de leendaaaa…

Corr-eeeeee-eeeee-ria parte 2 – Isso dá uma história

Posted by: brunacelia on: March 6, 2009

Ontem foi cansativo. Nem consegui assistir o episódio inédito de House. Fui dormir totalmente pregada… Como há tempos não acontecia. E adoro quando me canso assim. Parece que durmo melhor.

Acordei às 11h. Calor dos infernos. Ajudei a fazer almoço e vim para o computador. Planos do dia: milhões. Minha checklist tá enorme.

Conversei com um amigo de Palmas, o Dhiego. Ele falou que foi selecionado no mestrado da UFRGS. Massa. Fiquei feliz por ele. De repente resolvi dar uma olhada no site da UFG. Sei lá. Sempre tenho esperança de que apareça algo legal lá para mim. Quando menos espero, vi que saiu dois editais para especialização. Um na área de Comunicação e outro na área de História.

Li o edital de Comunicação. Gostei… inscrições até o dia 20. Enquanto isso fui à cozinha e contei para meus pais. Voltei. O de História só aceitava inscrições até hoje, às 17h. Decidi assim de supetão que tentaria.

“Pai e mãe, vou tentar o de história. Só que é até hoje.”

“Mas, Bruna, e a documentação?”, perguntou meu pai.

“Vou arrumar agora, bem rápido. Quero carona até o centro. De lá me viro.”

“Mas você tem tudo aí?”, completou.

“Tenho”.

Imprimi o edital e corri para o quarto para separar tudo. Enchi uma pastinha. Dezenas de papéis. Certificados, comprovantes… foto. Desespero. Mal almocei. Corri para o banho.Eu e meu pai rumo à UFG. Correria novamente. Para completar, uma big chuva. A previsão do tempo disse que iria chover na quinta-feira, mas o que não choveu ontem se acumulou para hoje.

No meio do caminho meu pai chegou a cogitar a hipótese de pararmos o carro e esperar. Caía granizo.

Demoramos mais que o habitual, pois tivemos que andar bem devagar. Mal se podia ver o carro da frente. Já eram 15h30 e eu tinha até às 17h para fazer a inscrição.

Cheguei a tempo. Lá vou eu preencher as fichas necessárias e organizar toda a papelada.

Tirei cópia de tudo que precisava na fotocopiadora do DCE de Computação. Voltei à Faculdade de História (FCHF) e peguei a Guia para pagar a taxa de inscrição. Corri para o banco… vi o tamanho da fila e quase pirei. Fui para o caixa rápido, talvez desse para pagar lá. Deu. Corri de volta para a Fotocopiadora. Arrumei os papéis e vi que faltava adaptar o projeto e fazer uma carta de intenções.Ainda bem que tinha um computador lá.

16h34 e eu ainda estava arrumando o projeto. 16h58 terminei tudo, mas faltava encadernar os documentos. Ai!!!

“Moço, peloamordedeus, corre!”, eu disse. Ele só sorriu.

Foi até rápido… corri, literalmente até o prédio da FCHF. Cheguei lá às 17h01.

Fui atendida… o secretário foi meu amigo… =) Ele avaliou tudo, conferiu cada documento, carimbou, questionou, eu tremi, achei que não ia dar. Tinha até um professor lá. Ele fez um comentário que eu gostei (tá, não foi nada de demais…). “Então você vem do jornalismo? Bom, Bom…”, ele disse.

Sim, eu vim do jornalismo e acho que essa pós em História Cultural: imaginário, poder e identidades, tem tudo a ver com meu projeto de mestrado. Amei. Quero ser selecionada. Tomara que dê certo. Se eu não passar dessa vez, juro que vou me achar o ser mais burro do mundo. Afinal, são 75 vagas e é uma pós paga. Não é possível.

Eu disse para o moço que me atendeu lá na FCHF que eu fiquei sabendo da pós às 15h. Ele não acreditou. Disse “isso dá uma história”.

Pior (ou melhor) que dá mesmo.

E deu.

A aparição de Rooonaldo

Posted by: brunacelia on: March 6, 2009

Ontem, nem se eu quisesse, não seria possível escrever no blog. Vida de formanda é pura correria (claro, para aquelas que deixam tudo para a última hora). Eu deixei tudo para os dois últimos minutos do segundo tempo e pronto, fiquei quase doida…

Anteotem foi um dia que merecia um post… muitas coisas aconteceram durante um jantar que aconteceu na casa dos meus avós paternos. Tudo foi de última hora. Meu pai, como sempre, chegou às nove da noite. Eu estava no computador conversando com meu namorido, e depois de todos se arrumarem, e depois de mil buzinadas, desliguei o computador e corri para o carro. Fomos para a casa da vóvis.

O prato da noite seria carne cozida com mandioca, a tradicional Vaca Atolada. Depois de alguns quiproquós, que na verdade não acho pertinente colocar aqui, minha mãe foi ajudar minha avó na cozinha. Eu fui para a sala acompanhar os homens (para um experiência antropológica). Na tevê, jogo de futebol. Itumbiara versus Corinthians. Uhu.

No sofá, meu avô, meu pai, meu irmão e meu padrinho (que não é mágico) Célio. E deitada, eu. E feliz da vida por estar vendo jogo, eu. Assistia um pouco, ia passear na cozinha. Gritos na sala e lá eu de volta. Mas me diga, por que insisti em ver um jogo de futebol (eu odeio!)?

Bom, esse jogo marcou a volta do jogador Rooonaldo aos campos brasileiros, depois de nada menos do que muitos anos jogando em times europeus. O jogo aconteceu em Itumbiara, pela Copa do Brasil.

Itumbiara é uma cidade pequena, perto de Morrinhos, onde morei por um ano, quando tinha dez anos de idade.Tenho um padrinho que mora lá (não é mágico e nem sei se ele foi ao jogo).

Na sala, ainda na casa da minha vó (em Goiânia…), meu padrinho Célio comentou uma coisa interessante. Disse que por causa do jogo contra o Corinthians, o prefeito da cidade resolveu subir os preços dos ingressos que deram entrada ao estádio. Haviam ingressos de até 70 reais. Em contrapartida, quem estivesse com o pagamento do IPTU (imposto territorial urbano) em dia, entrava de graça. O estádio estava lotado.

No fim do primeiro tempo entrevistaram Denílson (nunca o imaginei jogando no Itumbiara… but, anyway). Ele disse que todos estavam jogando de igual para igual, ambos os times com reais chances de gol, mas é aquela velha história de time pequeno jogando contra time grande. No rosto, a expressão de indignação.

E o Rooonaldo lá, sentado, nada de ir para o campo.

O jogo estava 2 a 0 para o Timão, poucos minutos para acabar, e de repente começam os flashs. Rooonaldo vai entrar. Corre para o aquecimento, dezenas de fotógrafos e cinegrafistas acompanhando tudo. E eu rindo.

Rooonaldo entra. Os locutores, da Globo, claro, só falavam nele. O jogo rolando e a câmera filmando só o Ronaldo. Isso me indignou. Não era um simples jogo da Copa do Brasil, era O ROOONALDO EM CAMPO. A atração. A torcida, independente de que time, gritava por seu nome. Rooonaldo! Rooonaldo!

E na cozinha da casa da minha avó (cozinha não, varanda. Porque é lá que fica o fogão à lenha – o fedor), a comida praticamente pronta. A carne cozida e a mandioca cortada. “Bruna, o que eu faço com a mandioca?”, perguntou minha mãe. “Uai, mãe. Bate no liquidificador”, eu disse. “Como assim? Nunca fiz isso. Faz você.”.

“Mãe, as vezes que eu fiz caldo assim, eu bati a mandioca. Fica bom.”, eu disse. “Então faz, ué.”, autorizou.

Liquidifiquei 2 quilos de mandioca, puro exagero. Joguei na panela, mexi e coloquei na pressão. Minutos depois minha mãe me chama e para minha tristeza, tenho que deixar de ver a aparição do Roonaldo para ajudar na cozinha. Ô, vida.

O caldo estragou. A mandioca cozinhou e virou uma liga, uma cola. Devia ter tirado uma foto. aff.

Lá vou eu tentar consertar. No fim, ficou horrível.

Meu pai não quis comer porque ficou queimado (aff, odeio fogão à lenha!).

Fui embora para casa com um mau humor terrível. Mas pelo menos vi o Rooonaldo!



C-o-r-r—–e—-ria

Posted by: brunacelia on: March 4, 2009

Hoje eu nem ia postar, mas por força do hábito (não o hábito branco, aquele de freiras, porque esse eu já larguei faz tempo), cá estou eu. Hoje foi assim: UM DIA SEM VÍRGULA.

Acordei tomando café e saindo de casa. Correria doida. Rua carro trânsito louco dia mais quente do ano (uns 35º). Tia Rositânia dando aquele apoio. Costureira dando tchau e não indo com a minha cara. Mas tudo bem assim mesmo. Sem costureira (tá, uma cobrou 150 reais…). Alugar vestido. Muito bom ser uma garota… (por que não me chamo de mulher?).

Crescer…eis. Aff.

Correria. Faltei ao trabalho. Comi menos ainda. Andei. Sofri de calor (quer um ar condicionado).

Aff…. que tanto de aff.

Tenho que correr agora… (não de tênis… no carro!)

Viagem ao som de piauí

Posted by: brunacelia on: March 3, 2009

Não, gente… eu não estava no Piauí (que se escreve com letra maiúscula). Eu estava no Tocantins (NO.  Por que tanta gente insiste em dizer EM Tocantins? aff…). E voltando de ônibus (12 horas presa numa cadeira com alguns centímetros quadrados), depois de ter dormido aproximadamente dez horas, abri minha piauí (sim, a revista… não o Estado) e fui me divertindo com seus textos.

Não, a piauí não é revista de gente “bacana”, meu povo. É revista de quem gosta de ler algo diferenciado, bem feito, bem argumentado. E precisa ser “bacana” para isso?

meia-hora

Print Screen da primeira página do jornal MEIA HORA, do Rio de Janeiro, do dia 06/01/2009

Bom, enquanto não vejo motivos para me considerar “bacana” (que mais me lembra banana), vou logo dizendo porque dei esse título a este post. Uma das matérias que li enquanto via o ônibus passar por lugares rodeados de verde, foi a assinada por ninguém menos do que João Moreira Salles (documentarista e um dos idealizadores da revista piauí). E a matéria fala sobre o filme Milk – a voz da igualdade.

Pensem numa crítica bem escrita, bem fundamentada… Nossa, senhora, viu! Adorei. (acho que me senti uma bacana ao ler a piauí dentro daquele ônibus onde 50% das pessoas estava tossindo… – o que isso tem a ver?).

João Moreira Salles me seduziu e a extensa crítica sobre o filme não me pareceu tão grande assim. Ele buscou referências em dezenas de outros filmes e abordou temas como homossexualismo – tema do filme Milk – e racismo. Suas reflexões são tão interessantes, que senti vontade de ler novamente. E repito: vale a pena ler. E melhor: pelo site da revista você consegue ter acesso ao texto sem pagar nem um centavinho! Mas se ainda preferir as big páginas da piauí (a revista!!!), te empresto a minha. É só pedir!

Então vamos à história do Milk (fiquei louca de vontade de assisti-lo). Por que Milk?

Não, gente. Não tem nada a ver com “leite”.  Já disse que tradução literal não é uma boa…
Bom, Harvey Milk, foi o primeiro candidato gay oficialmente eleito no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. No fim, (não, não sou spoiler), Milk e seu namorido, são assassinados a mando de um outro político. Uma história de preconceitos, lutas e superações. Esse eu quero ver. Ah, “Milk é dirigido por Gus Van Sant, mesmo diretor de Elefante (2003) e Paranoid Park (2007)“. (e também diretor de Gênio Indomável, de 1997).

Obrigada, Salles, você me cativou e, além de tudo, me deu uma aula de cinema (juro, até pensei em fazer a pós em Cinema lá na Cambury…).

———————————–

Ah, acabei não explicando o porquê deste post se chamar “Viagem ao som de piauí”. É o seguinte: quem não estiver afim de ler a matéria (ok, ela é grande), pode ouvi-la. Isso mesmo. É só entrar no site da revista e clicar em “baixe  aqui a versão em áudio desta matéria”. Viu como s piauí facilita as coisas? Você pode fazer o download do áudio (o dessa matéria tem 16,1Mb) cuja narração é maravilhosa e cheia de entonações legais. Eu gostei…

Ciranda dos imperfeitos

Posted by: brunacelia on: March 2, 2009

Todos os dias quando acordo, penso, quase sem querer, em algo que ainda é uma incógnita. O que ainda estar por vir me assusta e me fascina. Fico assim, meio zonza, meu tonta, meio sei-lá-o-quê. E danço… e sinto as ondas da emoção.

O café continua sendo meu vício diário, apesar de estar em doses menores. O futuro ainda me assusta. E me assusta mais ao ter certeza de que sempre me assustará.

O novo, o medo do velho. A ânsia. O vômito.

Todos os sons que ouvi; Todas as músicas que dancei, serviram para me tornar uma matéria mais leve. Quero ser mais do que carbono. Quero ser tudo.

Quero algo que ainda não alcanço. E o pior: quero algo que ainda não sei o quê. Quero ir, quero ficar. Quero o tudo e o nada.

Metade de mim é tudo, metade é nada. E assim sigo numa ciranda de imperfeitos. Imperfeita. Sempre faltando a metade.

Caminho com meus pés calejados de uma estrada sem fim. Uma festa, uma farra. Quero ir, ficar…

Escrever meu livro. Ler todos os outros que ainda gritam na estante, clamando cada dia mais por um minuto de atenção diária. Quero mais café, mais galeria… mais abraço e beijo. Quero todo o carinho do mundo. Todos os beijos, abraços, atenções.

Não, não que tudo gire ao redor do meu umbigo. Sou só uma imperfeita gritando por satisfação, tesão, solução. Quero flutuar em você, quero pegar sua mão e levá-lo ao céu. A gente quer isso.

Nossa viagem à América do Sul… já pensou? Um mês viajando pelo desconhecido. Nossa… Nossa vida incógnita.

Minha vida imperfeita, girando, girando… dizzy.

Tags:

Tudo muda o tempo todo no mundo

Posted by: brunacelia on: February 27, 2009

Quando a gente resolve viajar, muita coisa muda. O dia a dia fica completamente upside down, afinal, casa diferente, comida, companhias. Estou aproveitando cada segundo dessa viagem para a cidade onde morei meus últimos 4 anos. Parece um paradoxo, estranho ou algo inaceitável. Como assim “tudo muda”em uma cidade onde você vivia?

As ruas são as mesmas, as pessoas também. Eu é que estou diferente. Outra visão de mundo, outras pretensões. Outros tudos.

Nunca me esqueço do que a Adriana Omena me disse um dia: quando você muda de cidade, você nunca mais será totalmente da sua ex cidade, e nunca será da sua cidade atual. Isso me lembra Stuart Hall também: essa pós-modernidade faz com sejamos multi. Eu nunca mais serei goianiense totalmente, e jamais serei palmense. Posso dizer que sou goiani-palmense. E que ainda serei outras cidades a mais… Carrego em mim de tudo um pouco e me transformo naquilo que só eu posso ser.

E quem diria que viajar para a cidade onde você morou por quatro anos ininterruptos, pode ser algo fenomenal.

Amor, amigos, cafés, ventos, sóis, luas. Tudo muda o tempo todo no mundo.

Aff!

Que maravilha!

É Carnaval!

Posted by: brunacelia on: February 23, 2009

Como  não sou de ferro (e claro, tentando sobreviver à readaptação), resolvi deixar as terras goianienses e vim parar (novamente) no  Tocantins. Tudo aparentemente diferente, ruas estranhas, sem casa, sem porta própria para abrir, sem plantas, sem cachorros, sem meus móveis. Não tenho mais casa, mas o namorado apaixonado ainda me espera e me ama e me beija e me grita. A chuva também cai costantemente e faz a temperatura cair, fato inusitado e pouco raro por aqui. Carnaval, rua, avenida, Graciosa. Abadá, camarote, bebida, omeprazol. Nossa, como dancei. Foi tudo muito bom.

E palmas para Palmas que me acolhe como o pai do filho pródigo que sempre retorna à casa. Bem… bem feliz. Hoje a folia se repete. E eu deixo aqui a mensagem: aproveitem tudo. Sempre. Sempre.

Eu de camarote! Meu deus! Que milagre… mas digo: prefiro andar atrás do trio. Correr, pular, acordar com a paturrilha dolorida. Essa história de ficar parada, assistindo de longe, é estranho. Dake, já combinei com meu namorido, ano que vem quero passar o carnaval em Barreiras. Espero que você também… nos convide!

Santo Sumax – cadê seu poder?

Posted by: brunacelia on: February 19, 2009

Dor de cabeça não é enxaqueca. Foi me neurologista quem disse isso. Eu tive que concordar…

Quarta-feira, 14h30, Bueno Medical Center, próximo à avenida T-7. Para variar um pouquinho, cheguei atrasada quase 20 minutos. Fui atendida por volta das 16h. Só fui descobrir o porquê da demora depois que entrei na sala do médico. Ele tem seus 70 aos de idade (isso eu sendo boazinha) e fala, fala e fala mais do que qualquer médico que eu conheça.

Perguntou o que eu tinha. Expliquei tudo e logo em seguida ele pegou um livro imenso e leu um parágrafo que explicava a relação entre a enxaqueca e a dormência que senti no braço. Não entendi 70% das palavras, mas disse que sim, que estava entendendo tudo.

E no fim, disse que me receitaria um remédio que eu deveria carregar na bolsa sempre que saísse de casa.

- “Você é casada ou solteira?”, perguntou.
- Tenho um namorado, respondi.
- “Quando você viaja você esquece a pílula anticoncepcional em casa?”
- Não!
- “Então com esse remédio vai ser a mesma coisa. Não fique sem ele de forma alguma. Assim que sentir qualquer indício de que terá enxaqueca, tome um comprimido”.

Os indícios a que ele se referiu são vultos, visões, luzes psicodélicas… E eu sinto todos.
O remédio receitado foi o Sumax 25mg (que eu não achei em quatro farmácias que fui… acabei comprando o de 50mg e tomando a metade – não sei se isso é certo, né. Vou perguntar para Déborah depois).

sumax

Comprei o remédio hoje. Tomei com café e leite quente, como o médico receitou. Eram 19h. Já são 22h44 e ainda sinto dor.

Santo Sumax, cadê seu poder?

Nuvens em Goiânia – e em mim

Posted by: brunacelia on: February 19, 2009

avenida T-63 Ontem pela manhã Goiânia amanheceu nublada. O tempo que levei para chegar no trabalho foi o suficiente para o sol se levantar e afastar a névoa que encobriu o céu durante a madrugada.

Quando cheguei no prédio da agência, a neblina tomava conta de uma pequena parte dos arredores…

E meu coração? E minha cabeça?

Nuvens.. nuvens. E as mãos atadas.

bruna célia

O que já escrevi aqui

 

December 2009
M T W T F S S
« Jul    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Visitantes Online

people

Blog Stats

  • 11,243 arranhadas